A essência da Transcendência é a real natureza da Eternidade!
- Melchizedek Maharaji -

A linguagem dos números

Ensino - A LINGUAGEM DOS NÚMEROS_1

A matemática é a Ciência e também uma Arte que se utiliza do alfabeto numérico para a leitura completa da Natureza e do Cosmos.

Os Antigos Sábios compreenderam que os números governam o mundo por seu princípio condensador, estabilizador e transformador.

A LEITURA DA MATEMÁTICA

Malba Tahan (pseudoanônimo de Júlio César de Mello Souza) nos esclarece alguns mistérios sobre a linguagem dos números:

O pensamento só é formulado a partir do envolvimento da identidade pessoal com a do Cosmos. Os Clérigos que em oração sintonizam com o Divino tem o espírito dominado por um número: A Unidade. Os Mentores nos falam do algarismo Um, o Eterno, o Imutável. Logo o número aparece no quadro da nossa inteligência como Símbolo do Criador.

A partir do número, que é à base da razão e do entendimento surge outra noção importante: a noção de medida.

Medir é comparar, entretanto, só é suscetíveis de medida as grandezas que admitem um elemento base de comparação.

Será possível medir a extensão do Espaço? Não, pois o espaço é infinito e sendo assim não admite termo de comparação.
Será possível avaliar a Eternidade? Não, pois dentro das possibilidades humanas o tempo é sempre infinito e no cálculo da Eternidade não pode o efêmero servir de unidade a avaliações.

Em outros casos, será possível representar uma grandeza que não se adapta aos sistemas de medidas, por outra que pode ser avaliada com segurança e vigor. Essa permuta de grandeza, visando simplificar os processos de medida, constitui o objeto principal da ciência que os homens denominam Matemática.

Para atingir seu objetivo, precisa a Matemática estudar os números, suas propriedades e transformações. Nesta parte ela toma o nome de Aritmética. Conhecidos os números é possível aplica-los na avaliação das grandezas que variam ou que são desconhecidas, mas que se apresentam expressas por meio de relações e fórmulas. Temos assim a Álgebra. Os valores que medimos no campo da realidade são representados por corpos materiais ou por símbolos; em qualquer circunstancia, entretanto, esses corpos ou símbolos são dotados de três atributos: forma, tamanho e posição. E esse estudo vai constituir o objeto da Geometria.

Interessa-se ainda a Matemática, pelas leis que regem os movimentos e as forças, leis que vão aparecer na admirável ciência que se denomina Mecânica.

A Matemática põem todos os seus preciosos recursos a serviço de uma ciência que eleva a alma e engrandece o homem. Essa ciência é a Astronomia.

Os matemáticos antigos compreenderam que a Aritmética, a Álgebra e a Geometria não estão desconectadas, mas unidas através da Arte de seus Ensinos.

Através da mitologia foram compreendidos os arquétipos cósmicos que rege todo o alfabeto numérico. 

O MITO DOS NÚMEROS

Johann Heyss conta um mito que na Grécia antiga que havia nove Deuses. Cada qual era responsável por uma característica cósmica evolutiva. A cada dois mil anos, eles reuniam-se para avaliarem suas atividades junto a raça humana, e relembrarem como tornaram-se divindades.

1 – O DEUS DA LIDERANÇA

Conta ele: Que quando humano, conheceu um ser sábio. E, por confiar nele decidiu contar sua aspiração. Dizia ele, ao homem sábio, que queria tornar-se um deus. Seu desejo era liderar, comandar e  dirigir. 
O homem sábio disse-lhe:
– Vamos ver se és líder. Vou lhe incumbir de certas tarefas.

Em um dia de caça deverás trazer-me 10 animais abatidos para alimentar meu povo.
Saiu , o homem que queria ser deus ,e em menos de um dia trouxe 10 animais abatidos.
Passou algum tempo, e o homem sábio pediu para que ele conduzisse, pela selva,  um grupo de pessoas. E, seria ele o responsável pela sobrevivência de todos que estariam sob seu comando.

Depois de alguns meses, o homem que queria ser deus, retornou sem nenhuma baixa em sua equipe. Em seguida, o homem sábio, solicitou ao aspirante a deus, que sozinho fosse até o ponto mais alto da região, e lá ,permanecesse por longo período sem a companhia de ninguém.  E, assim foi.

O pretendente permaneceu por dez anos sozinho no topo da montanha.
Ao retornar, resolveu por perguntar ao homem sábio:
– Prezado sábio, sou eu agora um deus?
– Não. Ainda não és.
– Mas, durante anos cumpri todas as tarefas que solicitou-me. Provei  ser forte e corajoso. Liderei e comandei pessoas. Fiz capaz de sobreviver sozinho. Porque não sou ainda um Deus?

Respondeu-lhe o homem sábio:
– Porque apenas cumpristes o que mandei. Se fostes realmente o deus da liderança teria seguido os teus próprios caminhos.

Foi então, que para tornar-me um deus, tive que descobrir a importância da independência.
E assim, tornei-me a divindade da liderança.

E atendo pelo nome de GUREDAANT ou GARETUAND

E, desde os tempos iniciais, viajo pelo cosmo, ensinando  a humanidade  como  tornar-se  independente .

2 – O DEUS DA UNIÃO

Conta ele: Para tornar-me deus foi necessário aprender a unir as pessoas. Fui durante séculos o responsável pelo elo que mantinha unidos os seres humanos. Deveria manter todos unidos e ligados entre si. Imaginei que para isso acontecer precisaria atender a todos os pedidos e desejos dos outros.

Assim sendo, criava com eles um sentimento de gratidão e confiança que firmaria nosso elo de união. Passei meus dias atendendo aos pedidos dos outros. Priorizava sempre as necessidades das pessoas. Valorizava os desejos alheios.

E assim, fui firmando elos de ligação entre um e outro ser humano.
No entanto, com o passar dos tempos, apesar de eu ter cumprido as exigências alheias, as pessoas se afastavam de mim. Iam embora e, dissolviam os elos da união.
E por isso, tinha que recomeçar tudo de novo.

Atender a todos pedidos. Ajudar as conquistas alheias. Viver os sonhos e desejos dos outros. Para poder firmar novos elos de união.

Só que, com o passar dos tempos, depois de dedicar-me tanto, as pessoas iam novamente embora. Desfazendo os elos da união. Não entendia! Sempre as acompanhei. Fiz tudo que solicitavam. Dediquei minha vida atendendo a  seus pedidos.

Porque iam embora?
Resolvi então perguntar a essas pessoas, porque me abandonavam.
Busquei respostas, e as encontrei.

Disseram-me:
– És na verdade gratificante ter alguém como você. Que nos acompanha. Que atende nossos pedidos. Mas, não é confortável saber que existe alguém para sempre ao nosso lado.  Nos acompanhando. Há momentos que necessitamos estar sozinho. E, você não permite. Por isso, resolvemos nos afastar.

Foi assim, que para tornar-me um deus foi preciso que eu aprendesse, que somente com desprendimento mantem-se a verdadeira e indissolúvel união.

Quando permitimos que alguém siga o seu próprio caminho, e adquira as suas conquistas criamos com ela os verdadeiros laços de união. Não estamos unidos quando seguimos o caminho dos outros. Mas sim, quando proporcionamos a eles seguirem o seu próprio caminho.

E assim, tornei-me a divindade da união.

E atendo pelo nome de  NEROW   ou  WOREN

Viajo pelo universo ensinando os humanos a manterem suas uniões.

 3 – O DEUS DA FALA

Conta ele: Para tornar-me uma divindade fui incumbido de tarefa aparentemente simples.
Ao nascer o filho da deusa da fertilidade, deveria avisar ao mundo a sua chegada. Preparei-me durante séculos para essa tarefa.  Quando o momento chegou.  A deusa da fertilidade chamou-me. E disse:

– Sabes de tua tarefa? Deves avisar ao mundo a chegada de meu filho. Faremos uma grande festa e a partir daí. Todos os humanos serão  férteis. Sabes como fazer?

Disse-lhe:

– Sim.
– Então rodas o mundo comunicando a boa nova.

Percorri todas as distâncias.
Rodei os cantos do mundo avisando em bom tom:

– O filho nasceu.
– O filho nasceu.
– O filho nasceu.

– Todos devem comparecer a festa para tornarem-se férteis.

Retornei ao reino da deusa, avisando-lhe que não havia no universo, um único ser que não sabia da chegada de teu filho.

Assim sendo, todos compareceriam a festa para consagração da fertilidade. A deusa da fertilidade feliz e radiante, solicitou ao seu reinado que  preparassem as festividades. Com muita alegria e beleza para receber o povo do universo.

Foram dias e mais dias de preparos para a grande festa. Quando o momento chegou, aguardamos durante dias a chegada do povo do universo.

E ninguém apareceu.
A deusa da fertilidade chamou-me e disse:

– Sabes, que para seres o deus da comunicação tens que saber falar.
– Disse-lhe que sim. E, foi o que fiz. Avisei a todos que teu filho tinha nascido .
– E, como foi que disse-lhes ?

Assim;
– O filho nasceu. O filho nasceu.  O filho nasceu.

Falou-me a deusa da fertilidade com olhar sério e profundo:
– Esquecestes de dizer de quem era o filho.

Como querias que eles comparecessem a festa?
Nesse momento, para tornar-me a divindade da comunicação descobri que não bastava apenas falar. Seria preciso saber o que e como falar.

E atendo pelo nome de MARLOETT ou  TOMARLET.

Transporto-me pelo universo inspirando os humanos a comunicarem-se adequadamente.

4 – O DEUS DA SEGURANÇA

Conta ele: A tarefa para tornar-me à divindade da segurança pareceu-me simples, porém árdua. Deveria eu, manter sobre a areia de uma praia um navio. Sem permitir que o balanço e o movimento das ondas e das marés levassem o navio para o mar. Optei por amarrá-lo com cordas, fincando profundas estacas na areia.  Para que o balanço das ondas não o levasse para a água. Depois de muito amarrar. E de fincar estacas profundas e resistentes, percebi que o vai e vem das ondas, carregava a areia embaixo do navio.

Decidi por repor a areia que escorria com a água do mar.
Durante dias carregava a areia de outros pontos da praia, para jogar embaixo do navio e mantê-lo imóvel. Foi um trabalho árduo, pesado e cansativo. Mas assim, permanecia o navio atracado na areia. Durante anos seguidos, aprofundava as estacas. Trocava as cordas frágeis.  E, repunha a areia embaixo do navio.

Cumpri o meu objetivo.

Ao terminar o prazo o navio permanecia atracado na areia da praia.
Muito satisfeito. Pensando ter cumprido minha tarefa.
Retornei ao deus dos deuses, para receber meu reconhecimento.

E ele disse-me:
– Quanto tempo passastes prendendo o navio na areia ?
– Quatro anos, senhor.
– Foi um trabalho fácil?
– Não senhor.  Foi árduo, cansativo, e de muita dedicação.

Pois, a maré muda durante o dia e durante a noite. E, a cada mudança de maré tinha que bater estacas. Revisar as cordas e repor a areia.

– Muito bem. –disse o deus dos deuses – volte à praia e solte o navio. E, permaneça mais quatro anos observando-o.

Assim fiz. Soltei o navio e permaneci, observando-o, por mais quatro anos. E, pude verificar que devido ao seu peso, mesmo solto, as ondas não conseguiam leva-lo para o mar. E, foi assim que para tornar-me a divindade da segurança, tive que aprender que a segurança é adquirida pela movimentação e não através da estagnação.

E atendo pelo nome de CATOOIP ou POCIATO

Percorro o universo aproximando-me das pessoas para estruturar suas jornadas cósmica. Gerando movimentação em suas vidas.

5 – O DEUS DA TRANSFORMAÇÃO

Conta ele: Disseram-me, quando me propus a ser um deus – o deus da transformação -, que por onde eu passasse nada poderia permanecer como antes. Seria eu o responsável pelas mudanças. Por isso, deram-me “as asas da liberdade”. Poderia eu voar, ser livre e assim gerar mudanças. Poderia estar em vários lugares quase que ao mesmo tempo. Bastava apenas voar.

E assim fiz.
Saí pelo universo.
Voando entre as galáxias e mudando tudo que encontrava.

Num belo dia, fui chamado pelo deus dos deuses, que me disse:
– Senhor transformação. Podes me dizer onde está o sol?

E em que lugar colocas-te a estrela Dalva? Há dias procuro pelo planeta Terra e não o encontro. Plutão, o último planeta do sistema solar, está cara a cara com a lua.

– O que fizestes no universo?
– Ora senhor, transformei –o. – respondi.
– Transformastes tudo numa grande bagunça. Com suas mudanças colocaste em risco a vida no universo.

E agora que vais fazer?

– Não sei senhor.  Só sei transformar.
– Pois então, venhas comigo.

Acompanhei os passos do deus dos deuses. Calmo e tranqüilo, ele colocou tudo, que eu havia transformado, em seus devidos lugares. E o universo retornou a sua harmonia original.

E nesse momento, para tornar-me o deus da transformação precisei aprender a transformar sem alterar a harmonia das coisas.

Atendo pelo nome de  SUDARFAT  ou  DARFATUS .

Bato asas pelo universo. Em vôos rasantes no planeta terra.
E ao lado de cada humano desenvolvo a vontade de mudar.
Inserindo em seu ser cósmico, o sentimento de preservação da harmonia.

6 – O DEUS DO AMOR

Conta ele: Para tornar-me uma divindade tive que aprender a amar.  Teria o poder de evitar as brigas; as agressões e os desentendimentos. Pois, esses fatores não representam o sentimento amoroso.

Por isso, seria eu um grande mediador. Estaria sempre disposto a conciliar e a proporcionar entendimento. Porém, decidi por conta própria acrescentar algumas atitudes a minha tarefa. Se deveria patrocinar entendimento. Poderia então evitar desentendimentos. E, para isso, seria preciso interferir na vida das pessoas, impedindo-as de desentenderem-se.

Assim, tornei-me uma ponte de ligação entre as pessoas.
Dizia para um o que o outro pensava.
Relatava a todos o que um fazia.

Relembrava os compromissos assumidos.
Interferia nas escolhas alheias, com medo de que fossem erradas e produzissem desentendimentos. Fazia tudo isso em nome do amor.

Pois, precisa eu gerar calma, tranqüilidade e entendimento entre as pessoas. Mergulhei nessa tarefa apaziguadora. E, não percebi que as pessoas estavam -se afastando de mim. Quando me dei conta não tinha ninguém ao meu redor. Assustado. Dirigi-me ao deus dos deuses e perguntei-lhe:

– Senhor, se essas pessoas me amavam, porque me abandonaram?

Respondeu-me o deus dos deuses:

– Quem disse que elas o amavam?
– Pensei que sim.  Porque elas não me amavam?
– Terás que descobrir. Voltes ao planeta terra e as observe.

Passou algum tempo e voltei a falar com o deus dos deuses.
Disse-lhe:

– Pensava eu senhor que para amar as pessoas seria preciso poupá-las.

Por isso, decidi interferir em suas vidas para evitar desentendimentos.

– E o que foi que descobristes observando as pessoas?-disse o deus dos deuses.
– Descobri que para amar é preciso respeitar o direito das pessoas de descobrirem suas verdades sozinhas.

E assim, para tornar-me a divindade do amor, tive que dar às pessoas o direito de descobrirem os seus próprios caminhos e viverem as suas experiências.

Atendo pelo nome de MOCIVIC ou CIMOVIC

Com muita calma e tranqüilidade passeio pelo universo e implanto nas pessoas a vontade de transformar as experiências da vida em sentimento de amor.

7 – O DEUS DA SABEDORIA

Conta ele: Foi-me explicado detalhadamente, que para tornar-me uma divindade, deveria eu produzir nas pessoas a descoberta da sabedoria. Transmitiram-me a tarefa  mas não explicaram como desenvolve-la. Depois de muito ter pesquisado e refletido sobre como desenvolver minha tarefa de sabedoria, optei por responder as perguntas que me fizessem.

E assim, acreditava eu, transmitir aos outros a sabedoria. Instalei-me num confortável trono terrestre e permaneci a espera das pessoas para responder todas as suas perguntas, formou-se a minha frente longas e intermináveis filas. Cada qual com suas perguntas.

Respondi a todas. Nunca deixei ninguém sem resposta.
Mesmo que tivesse que pesquisar e refletir muito para responder.
Passei por longos sete anos respondendo as perguntas.

No entanto, depois desses sete anos, percebi que as pessoas continuavam sem terem adquirido a sabedoria.

Fiquei intrigado. Inconformado. Depois de responder a todas as perguntas, as pessoas continuavam sem sabedoria. Comecei então a refletir sobre os meus próprios caminhos.

Com isso, senti a necessidade de descer de meu trono e infiltrar-me na multidão em busca de respostas. Ao conviver entre as pessoas, vivenciei suas dificuldades e adquiri suas experiências.

E assim, tive de reagir a elas, demonstrando na prática os meus conhecimentos de sabedoria. Quando terminei de rodar o mundo em busca de respostas estava novamente em meu trono.

Aproveitei então, para descansar da peregrinação. E, sentado em meu trono, observei que as pessoas haviam se tornado sábias. Em minha quietude mais uma vez refleti. Só que agora de maneira mais profunda e abrangente.

Foi então, que consegui entender que ao conviver com as pessoas, pude exemplificar como descobre-se a sabedoria. E, para tornar-me o deus da sabedoria, descobri que não basta falar  com sabedoria.

Mas sim, agir sabiamente.

Atendo pelo nome de SYPEMONEI ou MONEIPESY

Estou quase que inteiramente no planeta terra. Todas as noites, enquanto o ser humano dorme, visito-o. E na sua alma , sussurro baixinho  em seu  ouvido:

Lembre-se: a sabedoria está nos atos e não nas palavras.

 8 – O DEUS DA JUSTIÇA

Conta ele: Houve uma reunião no céu, e decidiram criar o deus da justiça. Como pretendente, fui chamado para essa tarefa.  Foi-me dado o direito à justiça. Dirigi-me ao planeta terra. E, instalei-me em vários plenários. Neles, eu julgava e sentenciava as pessoas.

Muitos foram presos. Outros perderam seus bens para pagarem os estragos que haviam causado. Alguns foram condenados a vergonha e a difamação.

Em certo momento, percebi que se continuasse a julgar as pessoas, não sobraria ninguém sem ser punido. Assustei-me. E, resolvi recorrer ao deus dos deuses.

Ao chegar próximo a residência do deus dos deuses, fui abordado, por um soldado cósmico que me deu voz de prisão.  E encaminhou-me ao calabouço.

Indignado, solicitei ao soldado cósmico o direito de falar com o deus dos deuses. E pedi para chamá-lo.

 – Não é preciso disse uma voz forte rouca. Estou aqui. O que queres?

Perguntei-lhe:

– Senhor, como podes prender aquele que zela pela justiça?

Respondeu-me:

– Você julgou e puniu as pessoas.

Acreditou que assim fizeste justiça?

– Sim senhor. Apliquei a justiça.

– E desde quando tens procuração minha para julgares alguém?
Depositei em ti a esperança de justiça.

Esperando que tu tiveste uma vida justa. E não exigisse dos outros a justiça.

– E agora. O que faço senhor?
– Voltes a terra. E respeite as pessoas no seu direito de errar.

E ajude-as, através de seus atos honestos, a praticarem a justiça.

Foi assim, que para tornar-me o deus da justiça abandonei o ato de julgar e transformei minha própria vida num exemplo de justiça.

Atendo pelo nome de ROKAAN ou NAAKOR .

Estou plantado no planeta terra. Convivo com todos os seus habitantes.
E apareço em seus sonhos para exemplificar como viver justamente.

9 – O DEUS DOS DEUSES

Nesse momento os outros deuses aproximaram-se do deus dos deuses para ouvir o seu relato.

Conta ele: Para tornar-me o deus dos deuses, tive que amparar a todos vocês. Tive que ajudar cada um a conquistar seu posto dévico. Tive sob minha assistência e orientação oito pretendentes a divindade.

Teria que orientá-los. Ser bondoso e solícito. Generoso com seus erros. E, paciente com suas descobertas.

No desenvolver dessa tarefa. Deixei-me de lado. Fui absorvido pelo amparo a todos vocês.

E com o passar dos tempos, vocês tornaram-se deuses. Cada qual em seu momento, rumou em direção ao infinito, para desenvolver suas tarefas. Quando a última divindade partiu, a da justiça, fiquei sozinho.

Foi então que descobri, que com o tempo de dedicação a vocês, esqueci de mim. Na solidão de vossas ausências, senti a importância de dedicar-me a mim mesmo.

Por isso, afasto-me de vocês e nos reencontramos apenas a cada dois mil anos.
E agora, nesse nosso encontro posso afirmar-lhes:

Descobri que para amparar nosso semelhante, temos antes de nos amparar. E assim tornei-me o deus dos deuses, desde que ajudei a mim, reuni condições de continuar a ajudar vocês.

Atendo pelo nome de DUVERNNA ou VARDENUN.

E sou uma deusa. A deusa dos deuses.
Não vivo no planeta terra e nem no universo. Pertenço a eles.

Nesse instante terminou o encontro dos deuses. Todos juntos embarcaram rumo ao planeta Terra.

Aqui  chegando, os fogos de artifícios  anunciavam a  entrada  do ano 2000.

EXPLICA A DEUSA DOS DEUSES
As divindades atendem por dois nomes.
Quando chamares pelo primeiro nome, seremos teu anjo protetor.
Quando evocares o segundo nome, seremos o guerreiro que a teu lado, ajudará a cumprires tua proposta evolutiva.
E assim, o povo antigo da Grécia, no sexto dia do nono mês celebrava o culto às divindades.

No nono mês, por serem 9 divindades.
E no sexto dia, por ser o 6 o número do amor.

Em todos os anos, nesse dia, a festa durava 24 horas. Do raiar do sol ao poente da lua. Festejavam através da música, da dança e do alimento.  E ali, depositavam seus pedidos e esperanças.

Acreditando que estavam em contato direto com sua divindade.
O notável, é que segundo o povo antigo da Grécia, nessa celebração, as divindades penetravam em cada ser. Gerando em suas vidas os aspectos delas.

E no sexto dia, por ser o 6 o número do amor.
Em todos os anos, nesse dia, a festa durava 24 horas. Do raiar do sol ao poente da lua. Festejavam através da música, da dança e do alimento.  E ali, depositavam seus pedidos e esperanças.

Acreditando que estavam em contato direto com sua divindade.
O notável, é que segundo o povo antigo da Grécia, nessa celebração, as divindades penetravam em cada ser. Gerando em suas vidas os aspectos delas.

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